Cobertura da vacina contra a raiva em cães está 20% abaixo do recomendado em Teresina; capital terá mutirão neste sábado (16)
13/05/2026
(Foto: Reprodução) Vacinação antirrábica: cobertura está abaixo da recomendada pelo Ministério da Saúde
A cobertura vacinal contra a raiva em cachorros está muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde em Teresina neste ano. De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, apenas 59% dos cães receberam a vacina até o momento, apesar do necessário ser 80% da população canina.
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A campanha de vacinação de pets ainda não se encerrou na capital. Neste sábado (16), tutores das zonas Sudeste e Sul devem se preparar para levar os bichos para os pontos de imunização ofertados pela FMS.
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🔍A raiva é uma doença viral de altíssima letalidade, que pode ser transmitida por animais infectados, como morcegos, saguis e outros mamíferos silvestres. Na cidade, os principais transmissores são os cães e gatos, por manterem contato direto e frequente com os seres humanos. A transmissão para seres humanos ocorre por meio de mordidas, arranhões ou até lambidas de animais infectados.
Neste ano, a campanha, que normalmente ocorria no segundo período de cada ano, foi transferida para os meses de abril e maio. Segundo a médica veterinária da Gerência de Zoonoses, Oriana Bezerra, esse é um dos motivos que explica os baixos indícies.
"Foi esperada uma queda [por conta da mudança de data], mas não nessa proporção. A média nacional também está entre 60%", afirmou a veterinária à TV Clube.
Em abril, um adolescente de 17 anos morreu em Teresina após ser mordido por um macaco sagui. A vítima teria sido mor devemse preparar para levar os bichos para os pontos de imunização ofertados pela FMS. do ocorrido.
"Teresina não registra um caso de raiva humana há mais de 40 anos, mas a gente continuar registrando uma queda na cobertura vacinal, isso pode ocorrer. é preciso a participação da sociedade", disse Oriana Bezerra.
Vacinação de cachorros
Reprodução
Sobre a raiva
O período de incubação do vírus pode mudar de acordo com diferentes fatores. Entre eles, a parte do corpo e a profundidade da mordida; e se a vítima for criança – quando a doença se desenvolve mais rapidamente.
O vírus provoca:
mal-estar geral;
pequeno aumento de temperatura;
perda de apetite;
dor de cabeça;
náuseas;
dor de garganta;
fraqueza;
irritabilidade;
inquietude;
sensação de angústia.
Os sinais podem permanecer de 2 a 10 dias após o período de incubação.
Em quadros mais graves, a pessoa pode desenvolver ansiedade, hiperexcitabilidade, febre, delírios, espasmos musculares involuntários e generalizados, além de convulsões. Nesses casos, a doença pode levar à morte em até uma semana.
Para evitar a contaminação, é preciso receber a vacina contra a raiva. O imunizante é aplicado em humanos e, também, nos animais domésticos.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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